<$BlogRSDUrl$>

19.2.05


Para desespero da classe artística, filosófica e científica, estou de volta rumo ao incompreensível. Devagar, polissemia e neologismo, me permitem fazer duas ou mais coisas ao mesmo tempo. No momento estou trazendo a público um sujeito de São João de Araras, berço da civiloização neo-ocidental. O tal, Kleber Felício, é o próprio menino maluquinho, arrombador de portas e um dos poucos sonetistas em atividade que não tomaram café com Austregésilo de Athayde. - Bernardo Curvelano Freire, confusor oficial da república, pela qual tembém é bacharel.




O Nascimento da Vida


Nasce um sol como se fosse um delírio.
Pois Deus não desfez a sombra do Diabo,
Que assopra lírios dentro dos meus olhos
E faz chover colírio no jardim.

O que nos uniu como ouro e mercúrio?
Espelhos líquidos inundarão
O céu inteiro com gotas vermelhas,
Mau cheiro de escuridão ao contrário.

Quando eu caí de encontro Àquele clarão
(E ele dizia para eu não seguí-lo),
O chão começou a vomitar sangue.

É com esse sangue que eu me aniquilo:
Aproximando ao olhar o que sou
E sujando meu nariz com Aquilo.

Kleber Felício

|
|

This page is powered by Blogger. Isn't yours?