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1.3.05


Tanto faço e desfaço para não fazê-lo e ei-me aqui. Editando minha própria seara. Infelizmente as coisas estão tontas e mal das pernas após o que parecia um recomeço promissor. Mas não me queixo não. Logo veremos algo mais. O filhote abaixo foi escrito para um trabalho com Henry Gaúcho Granzinolli, perdido nas páginas de outros tempos deste mesmo blog. Eu, por aqui. - Bernardo Curvelano Freire


A hipótese do nariz de palhaço.


Dos sonhos todos, há quem diga, que sejam lições e esquadrinhados de soluções de fontes oriundi de sabe-se lá onde. Ou mesmo quando. Pois sonhei com uma matemática um tanto quanto toda, com ares de ser mais, um pouco jornalística até. Se tratava do que é um duplo de dois, que me surgiu tal uma progressão infinita, mas geradora de uma aporia, uma indefinição estrutural mesmo. Se imediatamente o 4 seria uma solução objetiva e óbvia, da própria convenção da matemática e dos números inteiros (algo semelhante ao B+A=ba) logo uma mecânica dos substantivos começou a girar. O duplo de dois não é quatro. Este é o dobro. O duplo de dois é dois, mas não pode ser o mesmo dois, pois se posso repetir o dois à esmo, ele não pode ser o mesmo dois o tempo todo. Na verdade, cada dois é um dois específico, na trama que rege o dois como um todo de dois e seus duplos. Daí que o dois é regente, pois é o que configura o duplo dos outros números, sempre pela regra do dois, já que, por exemplo, se há um outro quatro, mais um quatro, é porque ele é conjugado com nossa experiência de um quatro anterior que serve como uma teoria de gênero sobre o quatro. Contudo o dois não pode reger a si mesmo. Precisa de um outro dois que não englobe todos os dois anteriores pois não pode ser regente de uma classe de números e ser regido pela mesma classe. É um paradoxo. Contudo, como faria o dois para reger o dois sem sê-lo e ainda assim mantendo a duplicidade remetida a essência do dois? Não parece, mas é simples.
Ele usa um nariz de palhaço.

Bernardo Curvelano Freire

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