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13.6.05


[um ponto de improviso... vamos ver o que é isso. se não gostar eu digo. quem escutar dispare:]

a tarde ficou feia do meu quarto. uma vida inteira respirando errado.
andando embotado entre bueiros e barracos e dormindo no escarpado meiofio enquanto o sono é fátuo.

a tarde é um sorrisalgado. o queixo entre meus lábios. é tão fácil ficar cansado.
a pé ou de carro é tão fácil.

numa esquina é um trabalho. escorre uma carcaça do telhado. um copo capo meio vazo.
uma vela quase. a máquina telâmina reflexe. a rua se mexe até ruir o coletivo.
longe dali meu risco. meu nome na boca do precipício. a voz é fosca; irresistível.
só pra começar o papo: tira a música do maço.

não acho minhas chaves.

casa comigo
que eu nem assino.

ficou feia, a tarde.

a...

e a vida me combate.

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