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17.7.05


[estou cansado. meu corpo como exaustor de mim mesmo. vou tentar alguma coisa mesmo assim. o bom é que se sair deformado aqui não tem espelho.]

é um dia de manhã. ninguém acorda.

passos: quem ouve? quem move?

árvores?

as portas abertas e lebres em sesta. o asfalto ferve a sola dos autocarros.

tudo parado.

fixo e farto.

apenas o som dos pés no espaço. as ruas todas se atarraxam nas cerdas da escova e crescem.

o homem que eu poderia ser anda a meu lado

mas não me reconhece.

[vazio,
desculpa a bagunça que não faço.
camacho.]

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14.7.05


[achei que não teria título. sobrou aquele apêndice (ou titilo). um pósalgumacoisa. bom, leiam em voz alta.]

ando tropo
em trópico
distante

entregue
ao dente
ao antro
em que
foz cava
tua voz
corpos
entre
laços

ambos pólos
ombros logo
silentes
07/05

[pre]sentes?


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# posted by Paulo @ 9:57 PM

11.7.05


[vésper[a]

o fígado fisga
ao engolir saliva

ela foge
e finge
nem saber
da vista

o corte sem capote
alcança a crista

ela morde em
mármore en-
gole carne
desmolde

entende que a verdade
atende a quem invade
e veste
a pele do vazio
ao cair a tarde.
07/05
PFC

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# posted by Paulo @ 7:47 PM

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