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31.10.05


flica perto. o sol nem sabe seu teto. no seu. alimento o dia com
segredos. nenhum é meu. como se ninguém ouvisse, ou se.

que tanta conversa assuna a noite insone? porque não circula o sonho
[o som]? que foi que se foi e se? falta uma letra no meu nome. ele me
esquece e me engole. entre seus olhos, sinto. é tanto que nem fora ou
dentro. e me parece coisa só. uma.

não vai silêncio que o passo não retorna. é não por não, porta atrás
de porta. porque você chora? vejo os ombros, sempre esse meneio que se
afasta, os pés roçando as ruas; muda e. lágrimas. o clima acre
lacrima. porque

você ruacima, eu laco. o tempo tem lacuna. o tempo tem nome: Taddei.

chora meu peito, sua enseada. o livro da nuca, a lavra, a bilha da lua
entre seus cílios. sussurra um filho em meu ouvido, não ouve o que
digo. o tempo não é comigo. é pouco o que sei. tampouco sei-me alhures
a você.

[... sei lá. é o que sai agora. vou ficar revendo.]
camacho

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